REI JESUS

Acredita-se que entre Malaquias (último livro do Antigo Testamento) e Mateus (primeiro livro do Novo Testamento) existiu um período de 400 anos em Deus ficou em silêncio, pois não havia ninguém inspirado pelo Senhor que falava em seu nome (profetas).

Esse tempo é conhecido como Período Interbíblico ou Intertestamentário, apelidado por alguns de “Silêncio Profético” ou “Período Negro”. Durante esse período a promessa do Messias já havia sido profetizada (Velho Testamento), mas não concretizada.

É muito interessante o que historiadores e teólogos falam sobre esse período, que em algumas bíblias são representados por 4 páginas em branco entre o velho e novo testamento. (Leia mais sobre o assunto)

Algo que me chama atenção nesse período intertestamentário é que Deus resolve “romper o silêncio” logo com uma genealogia, não é por acaso que o novo testamento começa assim.

Quando lemos a bíblia uma das coisas que mais ignoramos são as genealogias (“A” que gerou “B” que gerou “C”) e acabamos perdendo muitas preciosidades da palavra, pois não sabemos quantos tesouros escondidos existem nesses registros.

Encontramos a genealogia de Jesus em dois evangelhos (Mateus e Lucas) e são descritas com uma considerável diferença, existem várias explicações para isso a mais tradicional (aceita por Lutero) sugere que a genealogia registrada por Mateus é através de José e de Lucas por Maria.

Essas duas genealogias mostram a linha real de Jesus, pois Mateus mostra a descendência de Jesus por Salomão e Lucas por Natã. Os dois registro mostram o direito de Jesus sobre o trono de Davi, porém Mateus tem o objetivo de mostrar o direito legal de Jesus através de José, legalmente seu pai e descendente de Salomão, já Lucas tem o objetivo de mostrar o direito natural de Jesus pela descendência de Maria.

Nos dois evangelhos fica bem claro que José não era o pai verdadeiro de Jesus, mas o pai adotivo “e Jacó gerou José, marido de Maria, de quem nasceu Jesus” (Mateus 1:16), “Jesus . . . sendo (como se punha), filho de José” (Lucas 3:23).

Então mesmo se quisessem alegar que Jesus não era filho natural de José e negassem sua linhagem real masculina (válida na época), por seu “nascimento ilegítimo”, não teriam como negar o casamento de José e Maria que dá não só legitimidade legal, mas também natural de sua linhagem real.

Herodes era o rei daquela época, mas não tinha a legitimidade judaica, pois descendia de idumeus e sua mãe era descendente de árabes. A estrutura de poder naquele tempo saiu da tradição dos hasmoneus então o rei era legitimado como pessoa e não por descendência. Então quando os homens sábios (3 reis magos) vem do Oriente para Jerusalém eles diziam: “Onde está aquele que é nascido Rei dos Judeus?” (Mateus 2:2).

“Ouvindo estas coisas, o rei Herodes ficou incomodado, e toda Jerusalém com ele” (Mateus 2:3) eles sabiam que o verdadeiro rei chegaria. Herodes sentindo seu reinado ameaçado “mandou matar todos meninos que havia em Belém, e em todas as suas costas, de dois anos para baixo” (Mateus 2:16), mas o menino Rei já estava no Egito.

Por que Jesus não foi rei?

Existia um decreto de Deus a Jeconias que seus descendentes “não assentará no trono de Davi nem governará em Judá” (Jeremias 22:30). Esse decreto impedia que nenhum descentes tivesse direito a governar no trono de Davi, mas não de ter linhagem real.

Existia outro decreto sobre a coroa de Davi: “Certamente não virá a ser de ninguém, até que venha aquele que tem o direito legal, e a ele é que terei de dá-lo” (Ezequiel 21,27). Jesus recebeu o direito legal através de José, mas não reinaria num trono em Judá e sim nos céus.

Na época se alguém afirmasse ser o Messias era preciso mostrar sua genealogia à linhagem real dos reis da casa de Davi como dito por Pedro “Irmãos, posso dizer-lhes com franqueza que o patriarca Davi morreu e foi sepultado, e o seu túmulo está entre nós até o dia de hoje.Mas ele era profeta e sabia que Deus lhe prometera sob juramento que colocaria um dos seus descendentes em seu trono. Prevendo isso, falou da ressurreição do Cristo…” (Atos 2).

Em Lucas 1:27 fala que Maria foi prometida em casamento a um homem “José, da casa de Davi”, mostrando a importância de sua descendência. Sabemos que só uma mulher de linhagem real era prometida a um homem de linhagem real, ambos tinham a descendência de Davi.

Era preciso que José obedece ao anjo que disse-lhe: “José, filho de Davi, não temas em tomar para ti Maria, tua esposa… e terás de dar-lhe do nome de Jesus” (Mateus 1:20-21), assim José se tornou pai adotivo de Jesus, o circuncidando como seu próprio filho.

Em Lucas 1 um anjo fala com Maria que ela conceberá um filho e “o Senhor lhe dará o trono de Davi, seu pai, e ele reinará sobre a casa de Jacó para sempre, e o seu reino não terá fim”.

Jesus mesmo sabendo de sua linhagem real e herdeiro do trono não tentou ser Rei, pois sabia que seu reinado não era enquanto estava na terra. Ressurreto Jesus foi enaltecido ao trono de Deus nos céus.

ELE ABRIU MÃO DE SUA COROA POR MIM E POR VOCÊ.

JESUS É REI!

Anúncios

2 comentários Adicione o seu

  1. Leonardo Rodrigues disse:

    Estou no desafio, e o mais legal que pesquisei também sobre a genealogia, mas você foi ainda mais além. Show!!!

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s